Federação Mineira de Futebol

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Santa Lúcia protesta contra decisão do TJD/FMF

A diretoria do Santa Lúcia se manifestou indignada com a decisão do Tribunal de Justiça Desportiva da FMF, que absolveu e considerou o jogador Gilberto Soares, o conhecido popularmente na várzea como Mijão, um ficha limpa naquele tribunal. O jogador foi a julgamento, no último dia 27, por ter sido expulso na partida entre o Inconfidência e Santa Lúcia pelo Campeonato Amador da Divisão Especial Módulo I, quando levou dois cartões amarelos e um vermelho e, ainda, foi apontado pela diretoria do Santa Lúcia como responsável pelo grande tumulto que levou o árbitro Márcio Zabalete da Fonseca a encerrar a partida aos 37 minutos do segundo tempo. O inconfidência precisava da vitória e até a interrupção vencia por 3 a 2.

Os diretores do Santa Lúcia também estão protestando por causa das agressões sofridas pelo goleiro Palmier de Paula Gonçalves por parte de torcedores e também pelos tiros disparados, segundo eles, pelo pessoal ligado ao Inconfidência durante o tumulto que se formou. Todos estes fatos foram considerados normais ou ignorados pelo tribunal , afirmou surpreso o diretor Robertão, do Santa Lúcia.

O diretor recorre ao relato da súmula do árbitro Márcio Zabaleta para mostrar as atitudes de jogadores e dirigentes do Inconfidência: Os dois jogadores expulsos da equipe do Inconfidência foram: Márcio Pereira Rodrigues, por ter recebido o segundo cartão amarelo após derrubar por trás seu adversário, aos 8 minutos do segundo tempo, e, posteriormente, também acabou sendo expulso, aos 29 minutos da etapa final, Gilberto dos Santos, o conhecido Mijão , por ter recebido o segundo cartão amarelo, após cabecear a bola para longe, quando o árbitro já havia interrompido a partida. O intuito do jogador foi de ganhar tempo devido a uma falta de jogo contra sua equipe. Ao ser expulso, o atleta Mijão sentou-se no meio do campo, retirou a chuteira do pé direito e a meia, alegando estar contundido e permaneceu nesta situação durante quatro minutos até sair lentamente de campo. No momento da expulsão, o placar era 2 a 1 para a equipe do Inconfidência .

Ainda segundo o diretor do Santa Lúcia, ficou explícita a catimba do pessoal do Inconfidência no relato na súmula do árbitro, pois tumultuaram o ambiente por necessitar da vitória. Robertão chama a atenção para os instantes finais da partida no relatório do árbitro, que explicou e justificou a interrupção da partida, aos 37 minutos do segundo tempo: Aos 37 minutos do segundo tempo, quando a partida estava interrompida para que a bola fosse reposta em campo, em virtude de ter sido jogada por sobre o alambrado, um torcedor jogou a mesma para dentro do campo, próximo da área penal da equipe do Santa Lúcia. Quando o goleiro Palmier de Paula Gonçalves, da equipe do Santa Lúcia, foi apanhá-la, para que fosse cobrado o arremesso lateral, outro torcedor entrou no campo e chutou o goleiro que, numa atitude defensiva, empurrou o torcedor invasor .

O relato prossegue: Em seguida, outros torcedores invadiram o campo e ato contínuo os demais jogadores do Santa Lúcia foram ao encontro do goleiro, iniciando-se uma briga generalizada. No meio do tumulto ouvi por duas vezes um barulho semelhante a tiro provocado por arma de fogo. Neste momento, os jogadores do Santa Lúcia correram em disparada na direção da rua em frente ao campo, permanecendo perto da carro (Van) que o transportaram ao local da partida. Diante desta situação e na certeza de que não havia a mínima condição de segurança para que fosse dado prosseguimento à partida, comunicou aos representantes das equipes que a mesma estava suspensa , finaliza o relatório.

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