Agressão
ao árbitro acaba com o jogo entre Cachoeirinha e Portuguesa
O jogador Fabiano revelou
despreparo ao prejudicar seu próprio time, ontem à tarde, ao
agredir o árbitro da partida entre Cachoeirinha e Portuguesa,
José de Fátima Fernandes, com um soco no olho, que abriu o
supercílio do juiz. O ato animalesco do jogador provocou a
paralisação do jogo e a sua suspensão, quando o
Cachoeirinha vencia por 1 a 0, aos 22 minutos do segundo
tempo.
O
jogo era considerado de “alto-risco”, pelo histórico de
violência que envolvia o grupo. Com aagressão, a Portuguesa certamente se beneficiará no
julgamento, pois foi o atleta do Cachoeirinha que provocou a
interrupção da partida, podendo até levar os pontos. O
Cachoeirinha ainda corre o risco de perder o mando de campo e
ficar fora do Módulo I da Divisão Especial.
O
jogo em si, a não ser por esta atitude violenta de Fabiano,
transcorria dentro dos limites aceitáveis, com o árbitro
distribuindo três cartões amarelos para conter as jogadas
mais violentas. No momento da agressão, a pressão dos dois
times era muito grande, com os jogadores tentando definir o
jogo. Mas faltou calma ao jogador Fabiano, que teria sofrido a
falta no lance e foi reclamar do árbitro, que lhe advertiu
com o cartão amarelo e o ameaçou de expulsão. O árbitro
pediu para que Fabiano fosse para o jogo, mas o jogador
continuou reclamando e acabou recebendo o cartão vermelho.
Descontrolado, o jogador saiu desferindo socos no árbitro,
que não reagiu e acabou violentamente atingido. Com o supercílio
aberto, sangrando, o árbitro não teve como dar
prosseguimento ao jogo, porquefaltava segurança para o seu trabalho.
Em
sua atuação, o árbitro José de Fátima Fernandes, que é
considerado um especialista em jogos complicados, por seu
rigor em aplicar as regras do jogo, até que não estava sendo
rígido com os atletas. O Cachoeirinha tinha sido punido com
um cartão amarelo a mais do que a Portuguesa, que atuava com
grande respeito ao adversário. Ninguém entendeu como o
jogador agiu com tanta agressividade. Sua atuação em campo
era muito positiva, pois havia ajudado o Cachoeirinha a fazer
o seu gol, dando o passe para Rica completar aos 40 minutos do
primeiro tempo.
A
Portuguesa, no primeiro tempo, só jogou no contra-ataque, e
teve a sua grande chance na cobrança de falta do lateral
Niltinho, que encobriu, com maestria, a barreira e tocou no
outro canto, onde estava o goleiro Baiano, mas a bola, para
seu azar, tocou no travessão e voltou para a área.
Na
segunda etapa, o time da Portuguesa foi mais atuante,
mostrando que tinha time para jogar de igual para igual com o
Cachoeirinha. Por jogar no campo de um adversário de tantas
tradições, o time não ameaçou tanto, mas mostrou ser
competitivo, como na tentativa de fora da área de Niltinho,
que o goleiro Baiano colocou para escanteio.
Já
o Cachoeirinha estava “gostando do jogo” e chegou a ter
uma excelente chance de aumentar a vantagem, num chute de
Rica, que o zagueiro Warlen tirou quase debaixo do travessão,
com o goleiro Rosimar já batido no lance.
A
equipe do Cachoeirinha havia acabado de colocar em campo o
jogador Cleomar, no lugar de Paulo, e preparava outra
substituição, para garantir a vitória tão importante em
suas pretensões, quando aconteceu a agressão. O árbitro deu
por encerrada a partida, aos 22 minutos do segundo tempo, e o
Cachoeirinha deve pagar pela indisciplina do seu atleta.
A
Associação Atlética Cachoeirinha jogou com Baiano;
Paulinho, Otacílio, Gabriel e Nildão Só Alegria; Sandro,
Paulo (Cleomar) e Rafa; Fabiano (expulso), Rica e Iron.
A
Portuguesa Futebol Clube jogou com Rosimar; Niltinho,
Alexandre, Warlen e Teinha; Rominho, Jocimar e Ricardo (Teco);
Huderson (Jésus), Régis e Nilsinho.
Técnico:
Capitão José Maria. Massagista:
Silvio. Diretor:
Eustáquio.