Federação Mineira de Futebol

(SFAC) - Setor de Futebol Amador da Capital

E-mail: marcoantonio@hc.ufmg.br

 

 

 

Agressão ao árbitro acaba com o jogo entre Cachoeirinha e Portuguesa

   O jogador Fabiano revelou despreparo ao prejudicar seu próprio time, ontem à tarde, ao agredir o árbitro da partida entre Cachoeirinha e Portuguesa, José de Fátima Fernandes, com um soco no olho, que abriu o supercílio do juiz. O ato animalesco do jogador provocou a paralisação do jogo e a sua suspensão, quando o Cachoeirinha vencia por 1 a 0, aos 22 minutos do segundo tempo.

O jogo era considerado de “alto-risco”, pelo histórico de violência que envolvia o grupo. Com a  agressão, a Portuguesa certamente se beneficiará no julgamento, pois foi o atleta do Cachoeirinha que provocou a interrupção da partida, podendo até levar os pontos. O Cachoeirinha ainda corre o risco de perder o mando de campo e ficar fora do Módulo I da Divisão Especial.

O jogo em si, a não ser por esta atitude violenta de Fabiano, transcorria dentro dos limites aceitáveis, com o árbitro distribuindo três cartões amarelos para conter as jogadas mais violentas. No momento da agressão, a pressão dos dois times era muito grande, com os jogadores tentando definir o jogo. Mas faltou calma ao jogador Fabiano, que teria sofrido a falta no lance e foi reclamar do árbitro, que lhe advertiu com o cartão amarelo e o ameaçou de expulsão. O árbitro pediu para que Fabiano fosse para o jogo, mas o jogador continuou reclamando e acabou recebendo o cartão vermelho. Descontrolado, o jogador saiu desferindo socos no árbitro, que não reagiu e acabou violentamente atingido. Com o supercílio aberto, sangrando, o árbitro não teve como dar prosseguimento ao jogo, porque  faltava segurança para o seu trabalho.

Em sua atuação, o árbitro José de Fátima Fernandes, que é considerado um especialista em jogos complicados, por seu rigor em aplicar as regras do jogo, até que não estava sendo rígido com os atletas. O Cachoeirinha tinha sido punido com um cartão amarelo a mais do que a Portuguesa, que atuava com grande respeito ao adversário. Ninguém entendeu como o jogador agiu com tanta agressividade. Sua atuação em campo era muito positiva, pois havia ajudado o Cachoeirinha a fazer o seu gol, dando o passe para Rica completar aos 40 minutos do primeiro tempo.

A Portuguesa, no primeiro tempo, só jogou no contra-ataque, e teve a sua grande chance na cobrança de falta do lateral Niltinho, que encobriu, com maestria, a barreira e tocou no outro canto, onde estava o goleiro Baiano, mas a bola, para seu azar, tocou no travessão e voltou para a área.

Na segunda etapa, o time da Portuguesa foi mais atuante, mostrando que tinha time para jogar de igual para igual com o Cachoeirinha. Por jogar no campo de um adversário de tantas tradições, o time não ameaçou tanto, mas mostrou ser competitivo, como na tentativa de fora da área de Niltinho, que o goleiro Baiano colocou para escanteio.

Já o Cachoeirinha estava “gostando do jogo” e chegou a ter uma excelente chance de aumentar a vantagem, num chute de Rica, que o zagueiro Warlen tirou quase debaixo do travessão, com o goleiro Rosimar já batido no lance.

A equipe do Cachoeirinha havia acabado de colocar em campo o jogador Cleomar, no lugar de Paulo, e preparava outra substituição, para garantir a vitória tão importante em suas pretensões, quando aconteceu a agressão. O árbitro deu por encerrada a partida, aos 22 minutos do segundo tempo, e o Cachoeirinha deve pagar pela indisciplina do seu atleta.

A Associação Atlética Cachoeirinha jogou com Baiano; Paulinho, Otacílio, Gabriel e Nildão Só Alegria; Sandro, Paulo (Cleomar) e Rafa; Fabiano (expulso), Rica e Iron.

Técnico: Marcinho Maravilha. Massagista: Pardal. Diretores: Chicão, Marcinho Pica-Fumo e Zé Antônio.

A Portuguesa Futebol Clube jogou com Rosimar; Niltinho, Alexandre, Warlen e Teinha; Rominho, Jocimar e Ricardo (Teco); Huderson (Jésus), Régis e Nilsinho.

Técnico: Capitão José Maria. Massagista: Silvio. Diretor: Eustáquio.

  futebol1.gif (4527 bytes)