www.futebolamadordeminas.com

Prestação de Serviços Gratuitos ao Futebol Amador de Minas Gerais

E-mail: marcoantonio@hc.ufmg.br

   
 

Zagallo

Completo Mário Jorge Lobo Zagallo  
Posição Atacante
Data de Nascimento 09-08-1931
Nacionalidade Brasileira
Local de Nascimento Maceió - AL
Altura 1,74 m
Peso 67 Kg
Títulos Campeonato Carioca - 1953 - Flamengo
Campeonato Carioca - 1953 - Flamengo
Campeonato Carioca - 1955 - Flamengo
Copa do Mundo - 1958 - Brasil
Campeonato Carioca - 1961 - Botafogo
Campeonato Carioca - 1962 - Botafogo
Torneio Rio-São Paulo - 1962 - Botafogo
Copa do Mundo - 1958 - 1962 - Brasil
Carreira Flamengo: 1950 - 1958
Botafogo: 1958 - 1965
Formiga tática

Ele não parava em campo, e por causa dessa mobilidade Zagallo sempre foi comparado a uma formiguinha. Ponta-esquerda habilidoso, destacava-se pela presença no meio-campo, onde jogando para o time, e nem sempre para a torcida, escreveu seu nome na história do futebol brasileiro.

Foi no Flamengo tricampeão carioca de 1953, 1954 e 1955 que Zagallo começou a desenvolver seu estilo: o ponta-esquerda tático, recuando para ajudar na marcação. Pudera: em um time que tinha Dequinha, Moacir e Dida, ataque não era problema.
Cuidando da marcação, o ponta garantia a subida dos craques e, de quebra, um lugar importante no time. Os técnicos o adoravam. Na Copa de 1958, seu futebol disciplinado sendo titular, enquanto Pepe, o "Canhão da Vila", teve de assistir ao Mundial no banco de reservas.

Isso porque Pepe se contundiu pouco antes do início da competição. Mas se a escalação de Zagallo foi uma decepção para os fãs do ponta santista, ela assegurou liberdade a Pelé e Didi no ataque.

Quando voltou campeão da Suécia, Zagallo foi para o Botafogo-RJ. Era a peça que faltava. Cobrindo os avanços de Nílton Santos e abrindo espaços para Didi marcar gols, foi um dos grandes artífices das campanhas que deram ao alvigenegro o bi carioca de 1961 e 1962.

No Mundial do Chile, lá estava ele de novo, criando e destruindo jogadas e marcando um gol. Quando a Copa terminou, os jornais estampavam as fotos de Zagalo chorando. Foi só coração em todas as partidas. Três anos depois, aos 34 anos, abandonou os gramados.

O nome de Zagallo já estava para sempre registrado na história do futebol brasileiro. Mas ele deixou os gramados para atuar como técnico, e a sua estrela continuou brilhando. Comandou o escrete tricampeão no México, em 1970, e teve participação importante na conquista do tetra, como auxiliar de Carlos Alberto Parreira.

É verdade que em 1974 a Seleção, também comandada por ele, decepcionou bastante e em 1998 seu sonho de conseguir um segundo título mundial como treinador parou na final. Mas no Rio o treinador Zagallo ainda teve outros triunfos: foi campeão carioca pelo Botafogo (1967 e 1968), Fluminense (1971) e Flamengo (1972).


Análise técnica

Cabeceio - Não era sua especialidade. Cruzava para outros cabecearem.
Chute
Pé direito - Razoável.
Pé esquerdo - Bom, especialmente em cruzamentos pela esquerda.
Velocidade - Ótimo.
Habilidade - Muito bom.
Posicionamento - Muito bom. Recuava par ajudar no meio-campo.
Marcação - Bom marcador, combatia muito bem no meio-campo e cobria as subidas do meia-armador ao ataque.