46ª Edição da Copa Itatiaia - 2006 / 2007

Belo Horizonte e Região Metropolitana

 O Maior Torneio de Futebol Amador do Brasil

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Fonte: Jornal Diário da Tarde - BH - MG - Quinta-Feira - 11/01/2007

União move o Campolina em busca do título da Copa Itatiaia

No futebol amador, mais do que o desenvolvimento de um esquema tático, a união e o entrosamento entre atletas, técnico e dirigentes são imprescindíveis para o sucesso de uma equipe. Contratações de peso e altos investimentos em novos atletas ainda não conseguiram superar o simples prazer de jogar bola e o amor à camisa. Isso é o que vem demostrando o técnico Marco Aurélio da Silva, o Marquinhos, que colocou o time Campolina na finalíssima da Copa Itatiaia, com a conquista do título da Chave Metropolitana em cima do Brumadinho, domingo passado.

”No Campolina tenho todas as condições para fazer meu trabalho como técnico. Não treinamos, não recebo salário. A forte união da equipe e o grande apoio do presidente Beto têm sido os pilares dessa campanha de sucesso”, afirma o técnico.

Depois de ter conquistado o torneio de Santa Luzia pelo Coimbra e vencido o campeonato da Liga de Vespasiano pelo Alvinegrense, além de levantar o troféu da Copa Kalu, o nome de Marquinhos ganhou projeção na várzea da região metropolitana. A repercussão foi tão boa que, ao precisar de um técnico para dirigir o Campolina na temporada de 2006, o vice-presidente Juninho entrou em contato com Marquinhos. “Eu também já tinha atuado com o goleiro Papagaio. Ele acabou ajudando nesse processo”, explica Marquinhos.

Essa parceria deu tão certo que ao chegar no clube o técnico conseguiu conquistar o troféu municipal de Esmeraldas, que não só permitiu que o time pudesse participar da Copa Itatiaia, como também levantou o moral da equipe para entrar na Copa.

Treinador espera seqüência no profissional

Marquinhos, depois de ter uma boa atuação na várzea e no profissional como atleta, começou a tomar gosto pela função de técnico e foi conquistando títulos. “Comecei a ganhar muitos títulos, foi dando muito certo. Comecei treinando equipes de base e já estou no amador e quero levar isso para frente”, conta, referindo-se à carreira profissional.

E o sonho de Marquinhos pode se realizar bem antes do que muita gente imagina. É que o técnico negocia com o Arsenal, equipe que se profissionalizou recentemente em Santa Luzia, para comandar seu time no Campeonato Mineiro.

O futebol profissional não é novidade na vida de Marquinhos. Quando atuava como atleta nas categorias de base, ele jogou no América Mineiro e no Guarani, de Campinas, junto com Alex Mineiro (atualmente no Japão), seu amigo de infância: “Na época era indisciplinado, saía da concentração de noite. Hoje vejo o Alex Mineiro bem, percebo que perdi uma oportunidade. Mas ainda penso no profissional, e agora como técnico pode ser uma nova chance”, afirma.

Entrosamento com a comunidade

Durante a semana, Marquinhos trabalha como assessor de um deputado. Como o time do Campolina é formado por jogadores que trabalham a semana toda, os jogadores só atuam no domingo. Assim, além do trabalho e do futebol, o técnico tem tempo para fazer as coisas que mais gosta com sua família, como ir ao teatro. Marquinhos é pai de duas garotas, fruto de um casamento de 11 anos. Elas adoram esporte. “Minhas esposa, por exemplo, desde quando ainda namorávamos, ia aos jogos para me prestigiar”.

O tão importante apoio da família de Marquinhos é maior ainda nos jogos do Campolina: “Estou conhecendo e me dando muito bem com a comunidade de Esmeraldas. A torcida do time é fanática e está sempre presente, somos uma família. Sem dúvida é o melhor time no qual já atuei”.

Para a decisão de domingo, o treinador pretende reunir tanto a família do futebol quanto a pessoal, para conquistar o campeonato com humildade e respeito ao adversário.

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